Voo de Guarulhos para Fernando de Noronha é desviado após ameaça de bomba

Voo de Guarulhos para Fernando de Noronha é desviado após ameaça de bomba

7 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Aeronave da Gol precisou realizar pouso de emergência no Recife nesta sexta-feira (06); Polícia Federal realizou inspeção minuciosa com cães farejadores.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Voo da Gol de Guarulhos para Noronha sofre ameaça de bomba e pousa no Recife. Veja detalhes da inspeção da Polícia Federal e relatos de passageiros sobre o caso.

Um voo da Gol Linhas Aéreas, que decolou do Aeroporto de Guarulhos (SP) com destino ao arquipélago de Fernando de Noronha, precisou ser desviado para o Aeroporto Internacional do Recife na tarde desta sexta-feira (06). A medida de emergência foi tomada após a companhia receber uma denúncia anônima sobre a suposta presença de um artefato explosivo a bordo da aeronave.

O voo G3 1774 seguiu rigorosos protocolos de segurança internacional e aterrissou na capital pernambucana por volta das 13h44. Assim que o pouso foi concluído de forma segura, a Polícia Federal assumiu a operação, isolando a aeronave para uma varredura completa. Equipes especializadas e cães farejadores foram utilizados para inspecionar passageiros, bagagens de mão e o compartimento de carga.

Relatos de passageiros que estavam a bordo descrevem momentos de apreensão durante o trajeto. Testemunhas mencionaram o comportamento inquieto de um homem durante o voo, o que teria elevado o nível de alerta da tripulação. Após o desembarque controlado no Recife, este passageiro foi conduzido pelas autoridades federais para prestar esclarecimentos sobre sua conduta e possível relação com a ameaça.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que, após a análise detalhada e minuciosa de todos os itens e da estrutura da aeronave, concluiu-se que não havia indicativos de risco efetivo à operação aérea. A ameaça de bomba não se confirmou, tratando-se de um alarme falso que, no entanto, exigiu a execução total do plano de contingência para garantir a integridade de todos.

A Aena Brasil, concessionária que administra o Aeroporto do Recife, confirmou que a operação de pouso ocorreu sem intercorrências graves e que o fluxo de demais voos no terminal não foi comprometido pelo incidente. Os passageiros afetados pelo desvio receberam assistência da companhia aérea enquanto aguardavam a liberação para seguir viagem ao destino final.

Episódios de ameaças em voos comerciais são tratados com tolerância zero pelas autoridades brasileiras. Além dos custos operacionais gerados pelo desvio de rota e mobilização de forças de segurança, os responsáveis por falsas denúncias podem responder criminalmente por atentar contra a segurança do transporte aéreo. O caso segue sob investigação para identificar a origem da denúncia inicial.