Weg decepciona no 4T25: O que aconteceu com a “queridinha” da Bolsa?
25 de fevereiro de 2026Com queda de 12,2% na receita interna, fabricante de motores enfrenta desafios no setor eólico e solar; veja se ainda vale a pena investir
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

A gigante catarinense Weg (WEGE3) reportou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre de 2025. O valor representa uma queda de 6,3% na comparação anual, ficando ligeiramente abaixo dos R$ 1,61 bilhão esperados pelo mercado.
O desempenho trimestral foi impactado pela menor demanda no mercado interno, especialmente nos segmentos de energia eólica e solar. A receita operacional líquida no Brasil recuou 12,2%, refletindo um cenário de investimentos mais restrito.
No mercado externo, a receita da Weg retraiu 0,5% em reais devido à variação cambial. Contudo, se calculada em dólares, a cifra subiu 7,8%. A empresa destacou que as entregas globais e a demanda internacional continuaram positivas no período.
Apesar da queda no lucro e no Ebitda, a companhia conseguiu elevar sua margem Ebitda para 22,4%. Esse avanço foi fruto de um forte foco em eficiência e produtividade, mitigando o aumento nos custos de matérias-primas como o cobre.

A administração da Weg reforçou que mantém a confiança no seu modelo de negócio diversificado. No acumulado de 2025, o lucro líquido totalizou R$ 6,37 bilhões, um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, superando os desafios.
O ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido) fechou o trimestre em 32,5%, uma leve queda frente ao ano passado. Investidores monitoram agora as incertezas tarifárias internacionais que podem afetar as exportações da fabricante em 2026.
Analistas do JP Morgan elevaram a cautela com as ações da empresa após os dados virem abaixo do consenso. A confirmação de um trimestre mais fraco pode levar a revisões nas projeções de lucros para o próximo ciclo fiscal da companhia.
Mesmo com a retração trimestral, a Weg encerrou o ano com uma receita líquida recorde de R$ 40,8 bilhões. A estratégia de longo prazo e a presença global seguem como pilares para atravessar períodos de volatilidade no comércio mundial.
Os resultados foram divulgados nesta quarta (25) e devem ditar o ritmo dos papéis na Bolsa hoje. A empresa segue atenta à instabilidade geopolítica e busca manter a rentabilidade superior que a consagrou entre os grandes nomes da B3.



