“Sinto pena”: Landim quebra o silêncio sobre adeus de Gabigol
2 de abril de 2026Ex-mandatário explica por que recusou contrato de R$ 180 milhões e critica comportamento do ídolo em despedida conturbada.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: André Durão/ge

A relação entre o ex-presidente Rodolfo Landim e o atacante Gabigol no Flamengo ganhou novos capítulos polêmicos nesta quinta (02). Em entrevista reveladora, o ex-mandatário rubro-negro detalhou os motivos que levaram o clube a recuar na renovação do contrato do ídolo, citando uma queda acentuada de desempenho técnico e problemas disciplinares graves.
Landim relembrou episódios de tensão ocorridos durante as finais da Copa do Brasil, mencionando discussões do atleta com o então técnico Filipe Luís. Segundo o dirigente, o comportamento do jogador no jogo do título foi considerado desrespeitoso com o restante do elenco. Ele afirmou que o atacante tentou criar um clima hostil em um momento de celebração.
O ex-presidente destacou que a proposta de renovação por apenas um ano foi baseada na análise dos resultados de campo. Para a diretoria, o custo do novo vínculo, estimado em R$ 180 milhões, equivalia ao preço do terreno para o novo estádio. Landim reforçou que, em sua visão, Gabigol no Flamengo deixou de ser a referência técnica de 2022.

A saída conturbada incluiu a recusa do jogador em vestir uma camisa comemorativa após a conquista nacional. Landim relatou que sentiu pena da forma como a trajetória terminou, pois o atleta tinha potencial para ser o maior símbolo desta era. Contudo, o isolamento perante os colegas de equipe na sala de embarque selou o destino do goleador no Ninho.
A influência do jogador sobre os treinadores também foi um ponto crítico abordado na entrevista ao podcast. O dirigente afirmou que a estatura de ídolo pressionava os técnicos a escalarem o atacante mesmo quando não estava em boas condições. Essa dinâmica, segundo ele, tornava-se um problema interno que prejudicava a autonomia da comissão técnica.
Apesar das críticas, os números de Gabigol no Flamengo permanecem históricos, com 161 gols marcados e 13 títulos conquistados. Ele se despediu como o sexto maior artilheiro da história do clube, mas sem a foto oficial de despedida ao lado da diretoria. A rusga com a cúpula do futebol permaneceu evidente até os últimos minutos de contrato.
Landim foi enfático ao dizer que, ao contratar ou renovar, um gestor deve olhar para o futuro e não apenas para as glórias passadas. O desempenho abaixo do esperado em 2023 e 2024 foi o fator determinante para o fim do ciclo. A decisão financeira priorizou a saúde do clube em detrimento da manutenção de um ídolo sob forte pressão popular.
A repercussão das falas do ex-presidente agitou as redes sociais dos torcedores rubro-negros nesta tarde. Enquanto parte da torcida defende o legado do jogador, outros concordam com a visão administrativa sobre o custo-benefício. O encerramento desta era marca uma transição profunda na liderança e na filosofia de montagem do elenco carioca.



