Pesquisa aponta que 2 em cada 3 brasileiros estão endividados

Pesquisa aponta que 2 em cada 3 brasileiros estão endividados

21 de abril de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Levantamento revela que inadimplência atinge a maioria da população e se estende para além das dívidas bancárias tradicionais

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/Shutterstock

Endividados: dois em cada três brasileiros possuem dívidas. Pesquisa revela forte aperto financeiro em 2026.
Pesquisa aponta que dois em cada três brasileiros estão endividados – Foto: Adobe Stock

Uma nova pesquisa nacional indica que o número de brasileiros endividados atingiu patamares preocupantes neste primeiro semestre. Segundo dados divulgados no último sábado (18), dois em cada três brasileiros possuem algum tipo de pendência financeira ativa. O estudo reflete o atual momento da economia e como as famílias estão lidando com o orçamento doméstico.

A inadimplência revelada pelo levantamento ultrapassa as fronteiras do sistema bancário convencional. Entre as pessoas que buscaram auxílio financeiro com amigos ou parentes, cerca de 41% ainda não conseguiram quitar o valor devido. Esse dado demonstra que a rede de apoio informal também está sendo impactada pela dificuldade de pagamento generalizada no país.

As parcelas de cartão de crédito representam o maior gargalo dos endividados, atingindo 29% daqueles que possuem contas em atraso. Logo em seguida, aparecem os empréstimos bancários com 26% e as dívidas em carnês de lojas com 25%. Essa diversidade de débitos indica que o consumo básico e o acesso ao crédito direto ao consumidor estão sob forte pressão inflacionária.

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A percepção de bem-estar econômico também foi medida, revelando que 45% dos brasileiros vivem em situação de forte aperto. Desse total, uma parcela significativa de 18% descreve sua condição financeira como severa, indicando privações imediatas. Apenas 19% afirma estar livre de restrições ou sofrendo apenas impactos leves nas finanças.

O estudo ouviu mais de duas mil pessoas em diversas regiões do país, entre os dias 8 e 9 de abril de 2026, garantindo uma amostragem fiel da realidade nacional. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os números servem como um termômetro para políticas públicas e estratégias de renegociação de dívidas. A confiança no levantamento é de 95%, refletindo o sentimento de insegurança econômica.

Especialistas apontam que outros 36% da população estão endividados de forma moderada, o que significa que o equilíbrio financeiro é frágil para a maioria. A dependência do crédito rotativo e a falta de reservas de emergência são apontadas como causas centrais para a manutenção desse cenário. A recuperação do poder de compra segue como o principal desafio.

A situação exige atenção redobrada dos consumidores quanto ao planejamento de gastos e busca por juros menores. Programas de renegociação e educação financeira tornam-se essenciais para reverter a tendência de inadimplência crescente. Sem uma mudança estrutural, o ciclo de dívidas pode continuar limitando o crescimento econômico pessoal dos cidadãos.