
Prefeitura sanciona lei contra fiação irregular em postes da capital
24 de abril de 2026Empresas têm prazo de 60 dias para se adequarem às novas regras, ou poderão ser multadas em até R$ 30 mil
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Boca do Rio Magazine

A Prefeitura de Salvador sancionou uma nova lei que estabelece diretrizes rigorosas para a ocupação do espaço público aéreo por redes de transmissão. A Lei nº 9.935/2026, de autoria do vereador Alexandre Aleluia e sancionada pelo prefeito Bruno Reis, tem como objetivo a erradicar da fiação irregular que compromete a segurança de pedestres e a harmonia estética das vias urbanas. As empresas responsáveis por serviços de energia, telefonia e internet devem se planejar para cumprir obrigações de manutenção preventiva e corretiva sob pena de multas elevadas.
O texto determina que as concessionárias de energia elétrica, telefonia, internet e TV a cabo removam imediatamente cabos sem uso, excedentes ou que estejam fora das normas técnicas vigentes. O combate à fiação irregular visa não apenas reduzir a poluição visual, mas também mitigar o risco de curto-circuitos, incêndios e outros sinistros em postes provocadas pelos materiais abandonados. A fiscalização será intensificada para garantir que a infraestrutura aérea não ofereça perigo à população.
Caso seja identificada uma fiação irregular, o processo administrativo será ágil, conferindo apenas 10 dias para a apresentação de um plano de remoção e outros 10 para a execução do serviço. O descumprimento destes períodos resultará em uma multa inicial de R$ 15 mil, valor que pode dobrar em caso de persistência da infração. A prefeitura também fica autorizada a realizar a retirada compulsória dos fios caso a operadora negligencie o chamado oficial das autoridades competentes.

Nas áreas consideradas turísticas, o rigor é ainda maior, com prazos reduzidos e um acréscimo de 50% sobre o montante das penalidades aplicadas. Essa diferenciação busca preservar os cartões-postais e garantir que o fluxo de visitantes não seja prejudicado por incidentes causados pela fiação irregular ou descaso das empresas de telecomunicações. A intenção é promover uma zeladoria urbana que acompanhe o crescimento das redes digitais sem sacrificar a segurança dos espaços históricos.
A legislação abre um canal direto com a comunidade, permitindo que qualquer cidadão formalize pedidos de retirada de cabos soltos ou irregulares junto ao município. Essa participação popular é vista como essencial para mapear os pontos críticos onde a fiação irregular é mais acentuada. Com o apoio dos moradores, o poder público espera agilizar o processo de limpeza dos postes, responsabilizando diretamente as empresas que lucram com a exploração desses serviços na capital baiana.
As empresas terão um período de transição de 60 dias para realizar um diagnóstico completo de seus ativos e iniciar as adequações necessárias. Durante este intervalo, as multas não serão emitidas, funcionando como uma fase educativa para que todas as partes se ajustem às novas exigências. Após esse prazo, o rigor fiscal será total, buscando converter o cenário atual de emaranhados de fios em uma rede organizada, funcional e, acima de tudo, segura para todos.


