
Tsunami no Alasca: confira os detalhes da onda de 481 metros de altura
6 de maio de 2026Confira as dezenas de informações sobre o segundo maior fenômeno já registrado e saiba como o desmoronamento de rochas causou o tsunami no Alasca hoje.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: John Lyons/U.S. Geological Survey

Um evento geológico de proporções catastróficas entrou para os registros históricos como o segundo maior fenômeno de sua natureza já documentado no planeta. Um estudo científico publicado nesta quarta (6) revelou que um deslizamento de terra massivo em um fiorde isolado gerou uma onda gigantesca. O tsunami no Alasca atingiu a impressionante marca de 481 metros de altura, superando em muito o tamanho de grandes monumentos e arranha-céus globais.
O incidente ocorreu no fiorde Tracy Arm, uma região cercada por penhascos e geleiras que costuma receber navios de cruzeiro. Por ter acontecido nas primeiras horas da manhã, não havia embarcações no local, o que garantiu que o tsunami no Alasca não deixasse feridos ou vítimas fatais. Estimativas apontam que cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha desmoronaram em apenas um minuto, forçando o deslocamento violento da água no estreito canal.
Cientistas explicam que o colapso da montanha está diretamente ligado ao recuo das geleiras causado pelo aumento das temperaturas globais. Sem o apoio do gelo, a rocha cedeu, provocando o tsunami no Alasca que arrancou toda a vegetação das paredes do fiorde. A força foi tamanha que gerou ondas sísmicas detectadas por sismógrafos em diversos continentes, evidenciando o impacto global deste evento localizado no extremo norte.

A reconstrução do cenário foi feita através de dados de satélite e fotos aéreas, já que não houve registros em vídeo no momento exato. O tsunami no Alasca deixou uma marca visível na paisagem, criando uma linha nítida onde a floresta virgem foi substituída por rocha nua e sedimentos. Pesquisadores alertam que, com o avanço das mudanças climáticas, episódios semelhantes podem se tornar mais frequentes em regiões glaciais e fiordes confinados.
Diferente dos tsunamis causados por terremotos submarinos, este foi provocado pela queda de material de cima para dentro da água em um espaço restrito. O volume de detritos do tsunami no Alasca equivale a mais de vinte vezes o tamanho da Grande Pirâmide de Gizé. Essa massa comprimida em um fiorde de apenas um quilômetro de largura fez com que a água subisse pelas encostas de forma avassaladora e extremamente rápida.
A descoberta de pequenos tremores na semana anterior ao desmoronamento traz esperança para a criação de sistemas de monitoramento mais eficazes. Embora o tsunami no Alasca tenha ocorrido sem causar danos humanos desta vez, especialistas reforçam que a sorte foi um fator determinante. O estudo serve como um lembrete sobre a instabilidade das encostas montanhosas em um mundo em aquecimento e a necessidade de vigilância constante em áreas turísticas.



