CEO do Itaú vira alvo de piadas após discurso de moralidade

CEO do Itaú vira alvo de piadas após discurso de moralidade

8 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Milton Maluhy adota postura de xerife no caso Master enquanto banco é investigado por suposta ajuda na fraude das Americanas.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

CEO do Itaú é ironizado na Faria Lima por discurso de xerife enquanto inquérito da PF investiga participação em fraude bilionária.

A ascensão de Milton Maluhy à presidência do conselho da Febraban trouxe consigo um clima de tensão no mercado financeiro nacional. O CEO do Itaú passou a adotar uma postura de xerife do setor, cobrando rigor moral de seus concorrentes durante reuniões reservadas. Em encontros recentes, o executivo questionou plataformas que distribuíram títulos do Banco Master, gerando forte desconforto entre os pares.

Nas rodas de conversa da Faria Lima e nos gabinetes técnicos de Brasília, a nova postura do CEO do Itaú tem sido recebida com ironia e apelidos pejorativos. Muitos críticos apontam que a instituição possui um telhado de vidro devido ao envolvimento no escândalo das Americanas, considerado a maior fraude do país. Para diversos executivos do setor, a tentativa de Maluhy de ditar regras éticas soa como uma distorção dos fatos recentes.

Investigações da Polícia Federal trouxeram à tona mensagens que complicam a narrativa oficial da instituição bancária sobre o caso da varejista. Segundo delatores, o CEO do Itaú lidera uma estrutura que teria conhecimento das manobras contábeis utilizadas para ocultar dívidas bilionárias. O inquérito aponta que o banco teria auxiliado na redação de documentos que omitiam operações de risco sacado, essenciais para enganar as auditorias.

Em comunicações internas interceptadas, executivos das Americanas celebravam a aprovação de textos específicos por parte do banco para retirar informações cruciais das cartas de crédito. O caso era tratado como questão de vida ou morte para a saúde financeira da empresa na época dos fatos narrados. A PF sustenta que os bancos foram convencidos a omitir tais dados, permitindo que o rombo de R$ 20 bilhões passasse despercebido.

O banco reagiu afirmando que as acusações de participação direta são levianas e que a instituição é, na verdade, uma das vítimas da fraude estruturada. Em nota oficial, a assessoria defendeu que o CEO do Itaú sempre atuou com rigor regulatório e que os balanços foram deliberadamente adulterados pela antiga gestão. O prejuízo direto sofrido pela casa bancária no episódio teria superado o montante de R$ 3 bilhões nos últimos anos.

Enquanto o embate jurídico prossegue, a imagem de Milton Maluhy como guardião da moralidade financeira sofre desgastes consideráveis nos bastidores do poder nesta sexta (8). A comparação entre o caso Master e o das Americanas é frequente, ressaltando as perdas sofridas por acionistas minoritários e fornecedores. O mercado aguarda os próximos passos do inquérito para verificar se o discurso ético do banco resistirá às provas apresentadas.