
Morre, aos 93 anos, o sambista Noca da Portela
17 de maio de 2026Baluarte da Majestade do Samba estava internado no Rio de Janeiro e deixa um legado eterno com clássicos do Carnaval
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

O mundo do samba está em luto após a confirmação da morte do compositor e sambista Osvaldo Alves Pereira, conhecido carinhosamente como Noca da Portela, aos 93 anos. O falecimento ocorreu neste domingo (17), no Rio de Janeiro, deixando uma lacuna imensurável na história do Carnaval e da cultura popular brasileira.
Noca da Portela estava internado desde o último 30 de abril em um hospital localizada no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte da capital fluminense, com um quadro clínico de suspeita de pneumonia. Devido ao agravamento de suas condições de saúde, ele precisou ser transferido para o Centro de Tratamento Intensivo no dia 10 de maio. Entretanto, A causa da morte não foi informada.
A diretoria da Portela, escola de samba de seu coração, manifestou profundo pesar em nota oficial e decretou imediatamente três dias de luto. Nascido no município mineiro de Leopoldina, o compositor mudou-se ainda na infância para terras cariocas, iniciando seus estudos de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Rio de Janeiro.

Sua trajetória na agremiação azul e branca de Madureira começou a ganhar contornos definitivos no final da década de 60, quando foi formalmente introduzido na ala de compositores pelo cantor Paulinho da Viola. Ao longo de sua rica jornada na quadra, o baluarte consagrou-se como um dos maiores vencedores da escola, assinando sete sambas-enredo históricos.
Entre suas obras primas que arrastaram multidões na Marquês de Sapucaí destacam-se “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015, além de clássicos gravados por intérpretes consagradas, a exemplo da música Virada, eternizada na voz de Beth Carvalho. Na vida pública, o sambista também exerceu o cargo de Secretário Estadual de Cultura do Rio de Janeiro entre os anos de 2006 e 2007.
Até o fechamento desta edição, as informações detalhadas sobre a realização do velório e o local do sepultamento do artista não haviam sido divulgadas pelos familiares. Integrantes da comunidade portelense e personalidades da música utilizam as redes sociais para manifestar solidariedade e celebrar o legado eterno deixado pelo inesquecível poeta popular.





