Secretaria da Saúde descarta a existência de surto de hantavirose na Bahia

Secretaria da Saúde descarta a existência de surto de hantavirose na Bahia

15 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Sesab monitora o território baiano e esclarece dúvidas da população sobre a segurança sanitária

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto:  Freepik/Imagem Gratuita/ Ilustrativa

A Secretaria da Saúde da Bahia emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (18) para esclarecer a situação epidemiológica do território baiano a respeito da hantavirose. De acordo com as informações técnicas divulgadas pelo órgão estadual, não há qualquer registro de surto ou de novos casos da enfermidade no estado.

Os bancos de dados do Ministério da Saúde demonstram o caráter incomum da infecção na região, indicando que a última ocorrência confirmada em solo baiano foi contabilizada no ano de 2004. A manifestação pública da pasta visa acalmar a população e combater a circulação de notícias falsas sobre o tema.

A hantavirose é classificada como uma zoonose de ocorrência rara no cenário nacional, sendo habitualmente portada e transmitida por roedores silvestres. O contágio com o organismo patogênico ocorre quando o ser humano fica exposto de maneira direta a resíduos biológicos dos animais, como a saliva, fezes e urina.

Os médicos alertam que os sintomas iniciais costumam se manifestar na forma de febre alta, dores de cabeça intensas, dores pelo corpo, episódios de vômito e dores na região do abdômen. Em situações de maior gravidade, o paciente pode apresentar insuficiência respiratória grave, demandando internação hospitalar de urgência.

A Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde reforçou que todas as unidades médicas locais permanecem orientadas a reportar de forma imediata qualquer quadro clínico considerado suspeito. Esse monitoramento preventivo obedece a um protocolo rigoroso de segurança para evitar o surgimento de focos locais.

As recomendações práticas de prevenção incluem a vedação de frestas em portas e paredes, a proteção adequada de caixas d’água e o armazenamento correto de mantimentos. Ao higienizar locais fechados por muito tempo, a orientação é abrir as janelas para ventilar o espaço, evitando realizar a varrição a seco para não aspirar a poeira.