Projeto de lei na Câmara propõe cremação gratuita para famílias de baixa renda

Projeto de lei na Câmara propõe cremação gratuita para famílias de baixa renda

15 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Proposta do Programa Municipal de Cremação Solidária visa amparar cidadãos vulneráveis em Salvador

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Freepik

Projeto de lei propõe a criação da cremação gratuita para famílias de baixa renda em Salvador. Conheça as regras do programa solidário.

A população de baixa renda da capital baiana poderá passar a contar com o acesso facilitado e gratuito aos procedimentos de destinação de corpos. Um novo projeto de lei que tramita nas comissões temáticas da Câmara Municipal de Salvador propõe a instituição do Programa Municipal de Cremação Solidária, voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade.

A proposta legislativa, de autoria do vereador Randerson Leal, visa resguardar os princípios de dignidade humana nos momentos de luto, além de otimizar a infraestrutura urbana local. A medida surge como uma resposta direta às limitações geográficas e aos desafios históricos enfrentados pela municipalidade no gerenciamento e na ampliação dos cemitérios públicos soteropolitanos.

Segundo o texto apresentado nesta segunda-feira (18), o benefício será direcionado para os núcleos familiares que estejam devidamente inscritos no Cadastro Único do governo federal. O planejamento também abrange o acolhimento de pessoas em situação de rua ou de indivíduos falecidos que não venham a ser reclamados por parentes dentro dos prazos legais.

A regulamentação do projeto estabelece procedimentos rigorosos para garantir o respeito aos entes queridos e a transparência de todas as etapas administrativas. A execução prática exigirá termos formais de consentimento e, no caso de ossadas antigas exumadas, a prefeitura precisará publicar editais de convocação pública antes de realizar a cremação.

O destino final do material resultante do processo técnico poderá variar conforme a vontade expressa dos responsáveis, incluindo a devolução direta para a família ou o depósito em ossuários. O parlamentar idealizador ressaltou que a prática se consolida como uma alternativa sanitária moderna, reduzindo os custos operacionais do erário com sepultamentos convencionais.

Caso a matéria obtenha aprovação unânime no plenário e receba a sanção do prefeito da cidade, o Poder Executivo disporá de um intervalo de noventa dias para detalhar o fluxo administrativo. As secretarias de Promoção Social e de Ordem Pública ficarão encarregadas de fiscalizar os critérios socioeconômicos e criar os sistemas de controle digital.