CazéTV e Globo criam arenas temáticas nos parques Villa-Lobos e Ibirapuera em SP para disputar a audiência da Copa 2026

CazéTV e Globo criam arenas temáticas nos parques Villa-Lobos e Ibirapuera em SP para disputar a audiência da Copa 2026

15 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Extensões físicas das marcas transformam o hábito de assistir ao mundial em um polo de entretenimento com CazéTV e Globo

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Daniel Teixeira / Estadão

A evolução das mídias digitais e a diversificação dos canais de transmissão revolucionaram a maneira como a sociedade consome grandes eventos esportivos e culturais de apelo global. O modelo tradicional centrado na passividade do telespectador diante da tela perde espaço para dinâmicas de engajamento multifacetadas, onde o torcedor busca se sentir parte integrante e agente ativo da narrativa. No ambiente altamente competitivo da cobertura mercadológica, as grandes corporações de comunicação buscam transpor suas linguagens conceituais para espaços físicos de convivência, buscando a fidelização da audiência através de estratégias assinadas por marcas como CazéTV e Globo.

Nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, com o torneio mundial de futebol em pleno andamento nos gramados da América do Norte, a disputa pela atenção do público ganha contornos geográficos e estruturais na cidade de São Paulo. Duas grandes propostas de entretenimento, erguidas em importantes parques urbanos da capital paulista, oferecem conceitos distintos de imersão que vão muito além da simples exibição dos jogos. Em uma cobertura de campo detalhada, o jornal O Estado de S. Paulo visitou ambos os locais para analisar a engrenagem que move a rivalidade comercial e cultural entre CazéTV e Globo.

A atmosfera digital da Casa CazéTV no Parque Villa-Lobos

Localizada na zona oeste da cidade, a Casa CazéTV ocupa uma área delimitada de 10 mil metros quadrados dentro do Parque Villa-Lobos. O projeto, desenvolvido em parceria com a agência tm1, buscou criar um autêntico parque de entretenimento que espelhasse presencialmente a linguagem informal e conectada que transformou o canal digital liderado por Casimiro Miguel em um verdadeiro fenômeno de audiência na internet. Diferente do modelo concorrente, o acesso a esta arena é condicionado à compra de ingressos pagos, cujos valores flutuam de acordo com a importância das partidas exibidas, variando de R$ 52,50 a R$ 490,00 no balanço operacional de CazéTV e Globo.

A preocupação com a sustentabilidade ambiental pautou a engenharia das estruturas temporárias. De acordo com Bernardo Dinardi, CEO da agência parceira, o desenho da arena preservou integralmente a vegetação nativa da zona oeste, mantendo inclusive uma árvore de grande porte centralizada e protegida no meio do palco principal de shows. O ambiente é dominado por múltiplos painéis visuais, encabeçados por um imenso telão de LED de 196 metros quadrados. A proposta incentiva a rotatividade dos visitantes por estandes de patrocinadores dispostos como uma galeria comercial, onde marcas — incluindo uma montadora de automóveis sul-coreana — expõem produtos e realizam eventos privados para a comunidade de CazéTV e Globo.

  • Atrações Interativas: Os torcedores podem brincar de comentaristas narrando gols históricos, cortar o cabelo no espaço “Corte de Craque” com os penteados dos atletas ou testar o fôlego no “Desafio do Gogó”.
  • Sonoplastia e Shows: A trilha sonora conta com apresentações diárias de funk, sertanejo e pagode. O volume elevado da transmissão de áudio simula o clima de uma gravação de estúdio ao vivo, mantendo o público eletrizado mesmo nos intervalos dos jogos, como ocorreu na transmissão da goleada de 7 a 1 aplicada pela Alemanha sobre a equipe de Curaçao.

“Nosso objetivo estratégico foi trazer a comunidade que nos acompanha de forma intensa no ambiente digital para uma experiência física real, vivenciando o espírito da nossa transmissão”, explica Giamile Rossato, head de Negócios da marca, ao avaliar a sinergia entre CazéTV e Globo.

A interatividade institucional da Arena Globo no Parque Ibirapuera

Por outro lado, a Arena Globo está inserida diretamente na dinâmica de fluxo livre e cotidiano dos frequentadores do Parque Ibirapuera, na zona oeste. Entre ciclistas, corredores e piqueniques matinais, o grupo de comunicação montou uma estrutura de 5 mil metros quadrados totalmente dedicada à cultura do futebol. Com acesso facilitado e focado na integração com o espaço público, o ambiente reúne mais de duas dezenas de atrações que usam como matéria-prima os programas, quadros e a memória afetiva da própria emissora de televisão, acirrando os modelos de negócios de CazéTV e Globo.

O foco principal da estrutura reside em transformar o cidadão comum em personagem da própria grade de programação. Na atração “Craque Globoplay”, o visitante tem seu rosto capturado e transformado em uma figurinha digital colecionável no estilo dos álbuns oficiais da Copa do Mundo, gerando filas de espera que alcançam facilmente os 30 minutos e registrando uma média superior a mil cromos impressos por dia. Há também um estúdio cenográfico que simula com exatidão o cenário do programa Globo Esporte, onde turistas e moradores locais gravam vídeos fingindo comandar o telejornal esportivo mais tradicional do país, evidenciando o poder de imagem de CazéTV e Globo.

A estrutura conta ainda com áreas equipadas com múltiplos telões para a exibição de jogos ao ar livre, reunindo multidões para torcer de forma coletiva. O acervo histórico da emissora enriquece a visita por meio de uma exposição de camisas oficiais que contam a história das cinco campanhas vitoriosas da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Completam a lista de diversões os desafios tecnológicos de pênaltis virtuais, mesas de futebol de botão e partidas de pebolim digital. Essa fragmentação de canais e formatos demonstra que, para capturar o consumidor moderno, a transmissão televisiva tradicional precisa expandir suas fronteiras em direção à experiência viva da cidade.