Sylvester Stallone revela bastidores de rivalidade e admite que odiava Dolph Lundgren

Sylvester Stallone revela bastidores de rivalidade e admite que odiava Dolph Lundgren

1 de julho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Ator confessou ter sentido inveja do porte físico e da inteligência do colega antes das gravações

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Getty Images / Purepeople

A construção de narrativas cinematográficas de grande impacto muitas vezes se alimenta da energia gerada nos bastidores entre os integrantes do elenco. O processo de seleção para papéis antagonistas exige uma busca minuciosa por figuras que consigam fazer frente ao heroísmo do personagem principal na tela. Quando a rivalidade do roteiro encontra um espelho nas impressões reais dos atores, o resultado nas telas costuma ser inesquecível para o público.

A trajetória de Sylvester Stallone na consolidação de seus projetos de ação guarda segredos curiosos sobre os seus sentimentos em relação aos colegas de profissão. O eterno intérprete de Rocky Balboa abriu o jogo em uma entrevista recente e revelou que sentia profunda inveja de um dos seus maiores oponentes da ficção. O desabafo sincero trouxe detalhes sobre o período de produção do lendário longa-metragem Rocky IV, lançado originalmente em 1985.

O escolhido para dar vida ao temido pugilista soviético Ivan Drago foi o sueco Dolph Lundgren, cujo porte intimidador causou um enorme desconforto imediato no protagonista. Com 1,96 m de altura, traços marcantes e olhos azuis, o ator sueco parecia perfeito demais na visão do astro principal. A frustração aumentou ainda mais quando ficou evidente que o novato possuía uma mente brilhante, sendo graduado em engenharia química com passagens pelo prestigiado MIT.

“Ele entrou na sala e eu o detestei. Esse cara deu um salto de 1.000 anos na escala evolutiva. Nem sequer é humano, é um robô”, relembrou o artista veterano.

Apesar da antipatia inicial manifestada por Sylvester Stallone, o sentimento acabou funcionando como o combustível ideal para impulsionar a qualidade dramática da produção. A tensão real captada pelas câmeras transformou o quarto filme da saga no maior sucesso comercial de toda a franquia esportiva. O faturamento global da obra superou a expressiva marca de 300 milhões de dólares na época de sua exibição nos cinemas.

A convivência diária e o profissionalismo demonstrado no set de filmagens transformaram o antigo ranço em uma das amizades mais duradouras da indústria do entretenimento em Hollywood. A química desenvolvida nas telas funcionou tão bem que os dois profissionais do cinema decidiram repetir a dose em outras cinco oportunidades ao longo de suas carreiras. A dupla dividiu o protagonismo nos quatro filmes da franquia “Os Mercenários” e também no drama “Creed II”.

No filme de transição da nova geração de boxeadores, Lundgren retornou ao papel de Ivan Drago para atuar como o treinador implacável de seu herdeiro nos ringues. Essa capacidade de transformar a concorrência inicial em colaboração artística mostra a maturidade de Sylvester Stallone no comando de suas marcas comerciais. O legado construído pelos dois ícones da ação permanece como referência absoluta para os amantes do cinema clássico neste ano de 2026.