Ouro apreendido na Bolívia estava em jatinho de empresário do Mato Grosso do Sul

Ouro apreendido na Bolívia estava em jatinho de empresário do Mato Grosso do Sul

28 de julho de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Carga de 189 quilos avaliada em 120 milhões de reais tinha como destino a cidade de Dubai

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: DTV 8.1/Reprodução

A Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) e a Aduana da Bolívia confirmaram a operação que resultou em uma grande quantidade de ouro apreendido na Bolívia. A apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional Viru Viru, localizado em Santa Cruz de la Sierra, quando fiscais identificaram 189 quilos do metal precioso transportados em um jatinho particular de prefixo PS-ZRZ. A carga, avaliada em mais de R$ 120 milhões, tinha como destino final a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A aeronave pertence a Valdir José Zorzo, empresário e proprietário do Grupo Dallas, tradicional marca do setor de alimentos no Mato Grosso do Sul. As autoridades bolivianas constataram que o minério estava sendo transportado sem as devidas autorizações para exportação e sem registro na plataforma oficial do comércio exterior do país. Um suspeito foi detido ao tentar embarcar com quatro malas carregadas com o material.

As irregularidades no processo que levaram ao ouro apreendido na Bolívia

Durante a vistoria realizada pelos agentes aduaneiros no aeroporto, a equipe buscou a validação da operação no Sistema Único de Modernização Aduaneira (SUMA). Como não foi encontrado nenhum registro referente ao lote de minério, a exportação foi classificada como irregular. Paralelamente, técnicos do Sistema Nacional de Informações sobre Comercialização e Exportações Minerais (Senarecom) constataram que o formulário apresentado pelos passageiros não possuía validade legal.

“A aeronave é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis”, afirmou em nota a assessoria do Grupo Dallas.

Após a retenção temporária do jatinho para os procedimentos periciais de praxe pelas autoridades bolivianas, a aeronave retornou ao território brasileiro. A empresa reiterou que o avião não foi formalmente apreendido e que instaurou uma apuração interna para colaborar com os órgãos de investigação.

Investigação e desdobramentos internacionais

A polícia da Bolívia segue conduzindo o inquérito para apurar a origem do metal, a identidade completa de todos os ocupantes do voo e a rede envolvida na tentativa de remessa ilícita para o exterior. Até o momento, as autoridades locais mantêm em sigilo os detalhes dos depoimentos prestados.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos de controle do comércio exterior e das forças de segurança neste ano de 2026. A apuração tenta esclarecer quem contratou a viagem e como a carga milionária ingressou no aeroporto sem o prévio cumprimento das exigências fiscais.