Vandalismo custa mais de R$ 600 mil por ano aos cofres públicos de Salvador

Vandalismo custa mais de R$ 600 mil por ano aos cofres públicos de Salvador

16 de julho de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Capital baiana gasta orçamento de uma praça inteira para reparar danos e furtos em equipamentos

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O vandalismo registrado em praças, passarelas e monumentos gera um impacto financeiro superior a R$ 600 mil por ano para os cofres da Prefeitura de Salvador. O dado, divulgado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), revela uma realidade custosa para a administração municipal. O montante destinado aos frequentes reparos e substituições seria suficiente para construir uma praça de médio porte ou duas unidades menores a cada ano.

A rotina de destruição afeta diretamente o cotidiano da população soteropolitana em diversos bairros da cidade. Entre as ocorrências mais recorrentes estão o furto de cabos elétricos, luminárias e barras metálicas, além de pichações, destruição de brinquedos infantis e avarias em aparelhos de ginástica. Essas ações comprometem o funcionamento de espaços dedicados ao lazer, à saúde e à mobilidade urbana da capital baiana.

Impactos do vandalismo na manutenção urbana e no patrimônio

Para tentar frear o ciclo de destruição, a Desal vem mudando a estratégia na instalação de novos equipamentos nos espaços públicos. A empresa pública passou a priorizar materiais de maior resistência e estruturas mais robustas para diminuir a necessidade de trocas constantes. O objetivo é criar barreiras físicas que dificultem a ação de criminosos e reduzam o custo com reposições.

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“As equipes se multiplicam diariamente em trabalhos diversos para recuperar os parquinhos das crianças, as quadras dos jovens e dos mais experientes. De ponta a ponta, todos os dias são feitos retrabalhos”, apontou o órgão municipal.

Além das praças e quadras esportivas, os monumentos históricos e artísticos da capital baiana também sofrem com episódios frequentes de vandalismo. Nesses casos, as intervenções de restauração e conservação ficam sob a responsabilidade da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que precisa direcionar recursos específicos para recuperar peças e estruturas pichadas ou depredadas neste ano de 2026.

Engajamento comunitário e canais de denúncia

A atuação das equipes municipais envolve uma rotina contínua de vistorias em áreas que já haviam recebido intervenções recentes. O retorno constante aos mesmos locais atrasa o cronograma de expansão de melhorias para outras comunidades de Salvador que aguardam a instalação de novas áreas de convivência.

Para conter o vandalismo e agilizar os reparos, a Prefeitura de Salvador reforça o pedido para que os moradores ajudem a fiscalizar e proteger o patrimônio público. A população pode comunicar atos de depredação, furtos e estragos diretamente pelo telefone 156, permitindo que a Desal e os órgãos competentes façam os reparos com maior agilidade.