
Marina Silva sofre tentativa de agressão durante ato eleitoral com Haddad e Tebet
17 de agosto de 2026Ex-ministra foi abordada por homem desconhecido no centro da capital paulista durante caminhada com mulheres
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Leonardo Zvarick/g1
A candidata ao Senado Marina Silva foi alvo de uma tentativa de intimidação durante o primeiro ato oficial da caminhada com mulheres promovida pela chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo nesta segunda-feira (17). O evento, que reuniu apoiadores na Praça da República e seguiu até a frente do Theatro Municipal, também contou com a participação de Simone Tebet. Durante o trajeto, a ex-ministra do Meio Ambiente precisou ser amparada após a aproximação agressiva de um homem desconhecido.
Em relato prestado a jornalistas logo após o ocorrido, Marina Silva explicou que havia se distanciado brevemente do grupo principal para evitar o acúmulo de pessoas e o empurra-empurra na via pública. Nesse momento, um indivíduo não identificado se aproximou de forma brusca, agarrando-a pelo ombro e proferindo palavras hostis antes de ser contido e afastado pela equipe de assessoria que acompanhava a agenda eleitoral.
Suporte e reação dos integrantes da chapa
A ex-ministra Marina Silva recebeu auxílio imediato de comerciantes locais e de sua equipe para recuperar a tranquilidade antes de reintegrar o ato político. “Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo”, declarou a candidata, destacando a expectativa de que atos dessa natureza não voltem a se repetir ao longo do período de campanha no estado.

Durante o discurso realizado em cima do carro de som em frente ao Theatro Municipal, o episódio envolvendo Marina Silva foi categoricamente repudiado. O candidato ao governo estadual destacou o avanço da intolerância política na região e prestou solidariedade à ex-ministra, criticando a tentativa de impedimento da livre circulação das lideranças nas ruas da capital.
Propostas de segurança e combate à violência
Além da solidariedade prestada a Marina Silva, o ato eleitoral concentrou-se na apresentação de diretrizes voltadas à segurança pública e à proteção do público feminino. A campanha defendeu o fortalecimento e a valorização das corporações da Polícia Militar e da Polícia Civil, ressaltando a necessidade de responder com eficiência aos índices crescentes de violência que afetam o cotidiano das mulheres paulistas.
Entre as medidas detalhadas para a gestão estadual, destacou-se a criação de uma central integrada de serviços públicos destinada a receber alertas sobre indícios de violência doméstica e maus-tratos. O mecanismo pretende utilizar informações preventivas enviadas por profissionais da educação e da saúde para mapear situações de risco e intervir antes da formalização de denúncias tradicionais.




