
Mulher que aplicou injeção em cliente que morreu no DF não é biomédica
14 de setembro de 2026Valéria Rodrigues não tem registro profissional de biomedicina, confirma conselho
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Globo/Reprodução
A mulher que se apresentou como biomédica para a família da professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, morta após receber uma aplicação para queda de cabelo no DF, não possui registro profissional. De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não tem habilitação nem autorização legal para atuar no setor ou realizar procedimentos injetáveis.
A aplicação de um suposto complexo vitamínico ocorreu em um salão de beleza localizado em Ceilândia. Poucas horas após o procedimento, a vítima passou mal e faleceu em decorrência de paradas cardíacas.
Irregularidades no atendimento e ausência de licença sanitária
O Conselho Federal de Biomedicina ressaltou que para exercer a função de biomédico esteta e aplicar substâncias com fins estéticos, o profissional deve ter diploma em Biomedicina, habilitação na área estética e cadastro ativo no conselho regional.

As investigações do caso revelaram falhas graves de funcionamento no local:
- Ausência de registro: Por não ser inscrita em nenhum Conselho Regional de Biomedicina, Valéria Rodrigues não pode sofrer processo ético-disciplinar na entidade, ficando sujeita às sanções penais.
- Local sem autorização: A Secretaria de Saúde confirmou que o imóvel em Ceilândia onde funcionava o salão era registrado como residencial e não possuía licença da Vigilância Sanitária para serviços de saúde ou estética.
- Apreensão de insumos: A Polícia Civil recolheu no local os frascos do suposto complexo vitamínico para perícia técnica.
Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal
A 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) abriu um inquérito para apurar a conduta de Valéria Rodrigues e dos responsáveis pelo estabelecimento.
O delegado responsável informou que a apuração enquadra a prática nos crimes de exercício ilegal da medicina e homicídio — cuja classificação final entre culposo ou doloso dependerá do resultado dos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem é Valéria Rodrigues de Sousa da Silva?
É a mulher que aplicou uma injeção para queda de cabelo em uma cliente que acabou morrendo no DF. Segundo o CFBM, ela não tem registro profissional de biomédica.
Onde foi realizado o procedimento que causou a morte da professora?
A aplicação foi realizada em um salão de beleza sem licença sanitária localizado na região de Ceilândia, no Distrito Federal.
Quais crimes a Polícia Civil investiga no caso da injeção capilar?
A Polícia Civil do DF apura o caso sob as hipóteses de exercício ilegal da medicina e homicídio.



