‘Conseguiu bloquear?’: Malu Gaspar divulga conversa de Vorcaro com Moraes

‘Conseguiu bloquear?’: Malu Gaspar divulga conversa de Vorcaro com Moraes

5 de março de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Perícia da PF no celular do dono do Banco Master revela mensagens enviadas ao ministro do STF horas antes de prisão em Guarulhos.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: bnews

Malu Gaspar divulga conversa de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes no dia da prisão do banqueiro. Veja o conteúdo da mensagem 'conseguiu bloquear?' hoje.

Uma nova revelação da Polícia Federal está agitando os bastidores do Poder Judiciário e do setor financeiro. A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, divulgou nesta quinta-feira (05) que a perícia no iPhone do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, identificou mensagens enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no dia de sua prisão.

Os registros mostram que, às 7h19 do dia 17 de novembro — data em que foi detido no aeroporto de Guarulhos —, Vorcaro enviou a seguinte pergunta: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

A investigação aponta que Moraes respondeu logo em seguida. No entanto, o conteúdo das respostas não foi recuperado, pois o ministro teria utilizado o recurso de visualização única do WhatsApp, que apaga a mídia ou o texto automaticamente após a abertura. A PF também identificou registros de chamadas telefônicas e uma conversa anterior, datada de outubro de 2025, cujos dados também foram apagados ou ocultados.

Daniel Vorcaro foi preso às 22h do mesmo dia em que enviou as mensagens, quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Dubai. Os dados periciados agora fazem parte do inquérito que analisa as conexões do banqueiro com figuras do alto escalão em Brasília.

Em nota oficial enviada pela assessoria do STF, o ministro Alexandre de Moraes negou veementemente a existência das mensagens. O comunicado classifica as informações como uma “ilação mentirosa” e afirma que o ministro jamais recebeu tais contatos, interpretando a divulgação como um novo ataque institucional à Suprema Corte.