
Coreia do Norte envia mulheres em regime de escravidão para apoiar a Rússia na guerra
10 de agosto de 2026Contingente feminino faz parte dos 50 mil trabalhadores e combatentes prometidos por Kim Jong-un a Vladimir Putin
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução
Mulheres consideradas em situação de escravidão pelo regime da Coreia do Norte estão sendo enviadas para territórios sob controle russo a fim de dar suporte logístico à guerra contra a Ucrânia. De acordo com informações reveladas por reportagens internacionais com base em dados de agências sediadas em Moscou, as cidadãs norte-coreanas foram enviadas para atuar em linhas de montagem, cozinhas industriais e fazendas que abastecem as tropas da Rússia no conflito iniciado em fevereiro de 2022.
A estimativa é de que as trabalhadoras recebam o equivalente a R$ 30 por hora, mas a maior parte dos valores arrecadados não fica com elas: o dinheiro é repassado diretamente ao governo de Kim Jong-un. Esse contingente feminino integra o acordo diplomático e militar firmado entre Pyongyang e o presidente russo Vladimir Putin, que prevê o envio total de até 50 mil pessoas para reforçar a economia de guerra e as fileiras de apoio no território russo.
Vigilância estrita, segregação e lucro de Pyongyang
A rotina dessas mulheres enviadas pela Coreia do Norte é marcada pela vigilância ostensiva. Elas são mantidas em regime de segregação estrita, sob o controle permanente de supervisores masculinos designados diretamente pelo governo comunista. Mesmo submetidas a condições extremas e ao risco iminente de operar em zonas impactadas pela guerra, o serviço prestado não confere a elas qualquer tipo de benefício ou privilégio no caso de um eventual retorno ao país de origem.

Relatórios fornecidos pela inteligência sul-coreana indicam que a aliança militar tem gerado cifras bilionárias para o cofre público norte-coreano. Estima-se que a Coreia do Norte já tenha faturado o equivalente a R$ 68 bilhões com o fornecimento de pessoal e suporte ao exército russo. Em contrapartida, os alertas emitidos pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiteram que o recrutamento de tropas estrangeiras por Moscou tem intensificado o ritmo dos combates em áreas estratégicas.
Escalada do conflito e baixas na linha de frente
A presença da Coreia do Norte na guerra da Ucrânia ultrapassa os limites do suporte logístico e atinge a linha de frente dos combates. Imagens divulgadas por agências internacionais mostram soldados do país passando por treinamentos de ataque em solo russo. Acredita-se que entre 2.000 e 3.000 combatentes norte-coreanos já tenham morrido no conflito, principalmente durante enfrentamentos na região de Kursk.
Além do envio de contingente humano, o uso de armamento fornecido pelo regime de Kim Jong-un tem gerado fortes denúncias por parte do governo ucraniano. Autoridades de Kiev atribuem a mísseis balísticos de fabricação norte-coreana ataques devastadores contra áreas residenciais, como o episódio registrado em Radushne, que vitimou membros de uma mesma família. A aliança entre os dois regimes segue sob monitoramento rigoroso de órgãos internacionais de segurança.




