
Diego Quaquá, presidente do PT-RJ, posa com armas e inicia registro de CAC
13 de maio de 2026Filho do prefeito de Maricá publicou fotos com fuzil e pistola usando camisa com o rosto de Lula
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Instagram

O cenário político fluminense foi surpreendido nesta quarta-feira (13) por uma publicação nas redes sociais de Diego Quaquá, atual presidente estadual do PT no Rio de Janeiro. Filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, o dirigente partidário posou com um fuzil e uma pistola em um clube de tiro esportivo localizado no município governado por seu pai. O gesto chamou atenção especialmente pela vestimenta escolhida: uma camisa vermelha com a estampa do presidente Lula.
A postagem de Diego Quaquá ocorre em um momento simbólico, coincidindo com o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, em Brasília. Na legenda de suas fotos, Diego declarou-se como um “seguidor de Che Guevara, Lamarca, Fidel Castro e Marighela”, citando figuras históricas da esquerda revolucionária e da luta armada. Ele também confirmou que deu entrada no certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), marcando o perfil oficial da escola de tiro onde realizou a prática.
Eleito no último ano para liderar o diretório petista no estado, Diego Quaquá segue uma linhagem política marcada por posicionamentos fortes. Seu pai, Washington Quaquá, que integra a Executiva Nacional do PT, é conhecido por polêmicas recentes, incluindo a defesa pública da inocência dos irmãos Brazão no caso Marielle Franco. A publicação de Diego reforça uma estética que mistura a simbologia partidária tradicional com o acesso ao armamento, tema frequentemente debatido pela legenda em nível federal.

O movimento de Diego Quaquá em buscar o registro de CAC levanta discussões sobre as diferentes correntes de pensamento dentro do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro. Enquanto o governo federal busca endurecer o controle sobre armas no país, o dirigente estadual opta por um caminho de regularização individual no tiro desportivo, utilizando o espaço para reafirmar suas convicções ideológicas. A escola de tiro mencionada na postagem é uma das principais referências da região de Maricá.
As imagens de Diego Quaquá com armamento pesado geraram repercussão imediata tanto entre apoiadores quanto críticos. No campo progressista, a associação de armas a ícones como Lula e Marighela divide opiniões, enquanto a oposição utiliza as fotos para questionar a coerência do discurso desarmamentista da legenda. Até o fechamento desta matéria, o diretório nacional do PT não havia emitido uma nota oficial sobre a publicação do seu presidente fluminense.
A trajetória de Diego Quaquá no comando do PT-RJ tem sido pautada pela tentativa de ampliar a base do partido no estado. Ao posar armado e reivindicar o legado de guerrilheiros, o político parece buscar uma conexão entre a militância histórica e a realidade contemporânea dos clubes de tiro. O caso segue repercutindo nos bastidores da política carioca, especialmente pela influência que a família Quaquá exerce sobre as decisões estratégicas do partido na região metropolitana do Rio.




