Fortes terremotos na Venezuela deixam mais de 160 mortos e quase 1000 feridos

Fortes terremotos na Venezuela deixam mais de 160 mortos e quase 1000 feridos

25 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Presidente interina Delcy Rodríguez confirma estado de calamidade e pede socorro internacional

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

A costa norte da Venezuela foi atingida por dois dos maiores terremotos a afetar o país em mais de um século. Os tremores provocaram uma catástrofe humana e estrutural na noite de quarta-feira (24). De acordo com o balanço oficial apresentado pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, pelo menos 164 pessoas morreram e outras 971 ficaram feridas em decorrência dos abalos. As autoridades alertam que o número de vítimas fatais pode aumentar significativamente à medida que as equipes de remoção de escombros avançam.

Os tremores foram tão intensos que acabaram sendo sentidos em todo o território venezuelano, além de registrar reflexos perceptíveis na vizinha Colômbia e em estados do norte do Brasil. Vídeos geolocalizados e checados por agências internacionais de notícias exibem danos extensos a edifícios, pontes e fiações de alta tensão por diversas cidades. Apenas na capital, Caracas, o número de mortes confirmadas chegou a 25 nas primeiras horas pós-desastre, gerando um cenário comparado a um filme de terror por sobreviventes locais.

Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Alertas científicos e colapso na infraestrutura urbana

O abalo inicial registrou magnitude 7,2 e ocorreu a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Menos de um minuto depois, a mesma região foi sacudida por um segundo tremor ainda mais forte, de magnitude 7,5, segundo dados consolidados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Modelos preditivos utilizados pelo órgão norte-americano para estimar o impacto de grandes terremotos indicam que a tragédia real pode ser ainda mais severa, apontando uma probabilidade estatística considerável de que o total de óbitos ultrapasse a marca de 10 mil pessoas nos próximos dias.

Diante do caos gerado na infraestrutura básica, o governo venezuelano adotou medidas administrativas de emergência para garantir a segurança pública e desimpedir rotas de socorro:

  • Aeroporto de Maiquetía fechado: O principal terminal aeroportuário do país, localizado ao norte de Caracas, teve suas operações suspensas devido a rachaduras na pista e danos estruturais no terminal de passageiros;
  • Aulas suspensas: Todas as atividades escolares e acadêmicas foram paralisadas até o final da semana para que engenheiros avaliem as condições dos prédios públicos;
  • Hospitais em prontidão: Unidades médicas de grande porte, como o Hospital de Clínicas de Caracas, convocaram médicos e enfermeiros extras para reforçar os plantões noturnos e dar conta do fluxo contínuo de feridos.

Mobilização de resgate e apoio diplomático internacional

O foco absoluto da Venezuela neste momento está concentrado nas operações de busca e salvamento, coordenadas pelas forças de defesa civil e bombeiros. A presidente interina informou que equipes de especialistas internacionais em resgate urbano devem desembarcar em solo venezuelano nas próximas horas para auxiliar na varredura de estruturas colapsadas de alta complexidade.

Em pronunciamento oficial, a chefe do Executivo agradeceu publicamente a solidariedade manifestada por líderes estrangeiros. Entre os acenos diplomáticos recebidos, destacou-se a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que utilizou suas redes sociais para afirmar que o governo americano está pronto, disposto e capacitado para enviar ajuda humanitária, insumos médicos e equipes técnicas para mitigar os efeitos devastadores deixados pelos terremotos.