
Itaú BBA eleva recomendação da Prio e projeta dividendos de até 21% para as ações PRIO3
10 de agosto de 2026 Off Por Boca do Rio MagazineBanco de investimentos altera classificação para compra após identificar relação de risco e retorno atrativa
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: iStock/zhengzaishuru
O banco de investimentos Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Prio (PRIO3), passando de neutro para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra). A análise, assinada pela especialista Monique Greco, aponta que o perfil de risco e retorno dos papéis da petroleira privada tornou-se significativamente mais atrativo nos níveis atuais de negociação na B3.
A mudança de posicionamento fundamenta-se na revisão das estimativas do preço do petróleo tipo Brent no longo prazo, ajustadas de US$ 70 para US$ 65 o barril diante de um mercado global bem abastecido. Segundo o relatório, o valor corrente das ações da Prio precifica a commodity na casa dos US$ 61 por barril, o que confere às ações PRIO3 uma margem de segurança diferenciada e forte assimetria para valorização.
Projeções de dividendos acima de 20% para 2027
Um dos pontos centrais da tese do Itaú BBA para PRIO3 é a expectativa da implantação de uma política formal de distribuição de lucros. A administração da empresa sinalizou ao mercado o compromisso de iniciar o pagamento de proventos regulares a partir de 2027, alinhando-se à desaceleração das necessidades de investimento e à desalavancagem financeira.

As simulações do BBA indicam um dividend yield (retorno em dividendos) de até 21% em 2027, considerando a cotação do Brent a US$ 60 o barril e uma relação de dívida líquida sobre Ebitda em 1,0x. Caso o petróleo opere em patamares superiores, próximos a US$ 70, e a alavancagem caia para 0,8x, o retorno via dividendos para os detentores das ações PRIO3 poderá atingir a marca de 25%.
Preço-alvo atualizado e comparação com a Petrobras
Apesar da elevação na recomendação de compra, o Itaú BBA promoveu um ajuste marginal no preço-alvo da Prio (PRIO3), fixando o valor em R$ 73 por ação para o fim de 2027. O patamar representa um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação aos preços negociados no mercado.
No panorama geral do setor de óleo e gás, a Petrobras (PETR4) permanece como a principal escolha (top pick) do Itaú BBA devido à sua elevada resiliência em cenários de preços baixos de commodities e integração no refino. No entanto, o banco enfatiza que os papéis PRIO3 ganharam protagonismo como uma das melhores tese privadas da B3 para capturar retorno de capital em um horizonte de médio e longo prazo.




