
Lucro do BB cai 53,5% e soma R$ 3,4 bilhões no trimestre
13 de maio de 2026Banco do Brasil encerra temporada de balanços com queda no lucro líquido e anuncia distribuição de proventos milionários
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

O Banco do Brasil registrou um lucro do BB ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, conforme balanço oficial divulgado nesta quarta (13). O resultado representa uma retração de 53,5% em relação ao mesmo período do ano passado, encerrando a temporada de balanços dos grandes bancos. A queda já era prevista por analistas do setor financeiro, que projetavam números próximos ao desempenho consolidado.
A gestão da instituição destacou que o lucro do BB reflete um ambiente mais desafiador para o risco de crédito, especialmente no setor de agronegócios. A carteira de crédito rural apresentou sinais de deterioração, exigindo que a estatal reforçasse suas provisões contra a inadimplência. Segundo a presidência da estatal, o momento exige cautela na concessão de novos empréstimos para preservar a saúde dos ativos da companhia.
O custo de crédito saltou 85,8% na comparação anual, totalizando R$ 18,9 bilhões, acompanhando o agravamento da situação financeira de produtores rurais. Para enfrentar o ciclo de inadimplência, o banco ampliou o uso de garantias por alienação fiduciária e acelerou as medidas judiciais de cobrança. Essas ações estratégicas visam recuperar recursos e estabilizar o balanço financeiro da instituição após o impacto no lucro do BB.

A rentabilidade do banco, medida pelo retorno sobre patrimônio (ROE), sofreu uma forte redução, saindo de 16,7% no ano anterior para 7,3% no início de 2026. A margem financeira bruta, por sua vez, atingiu R$ 27,4 bilhões, apresentando uma ligeira queda trimestral, mas mantendo crescimento anual de 14,8%. O desempenho das receitas de serviços ajudou a mitigar as perdas, com destaque para a administração de fundos de investimento.
Apesar da retração nos resultados líquidos, a companhia anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em proventos aos seus acionistas como parte da política de remuneração. O valor será distribuído conforme as normas vigentes, reafirmando o compromisso da estatal com os investidores mesmo diante da queda no lucro operacional. As novas projeções indicam que a instituição buscará eficiência máxima na recuperação de crédito ao longo do ano.
As receitas com seguros e consórcios também apresentaram evolução positiva, crescendo acima da média do mercado no período analisado. A carteira de crédito expandida encerrou o trimestre com R$ 1,3 trilhão, demonstrando que o banco continua ativo no fomento à economia nacional. O mercado agora observa as próximas decisões da diretoria para ajustar as expectativas de rentabilidade futura diante dos novos riscos apresentados no balanço.




