Nova lei do Percentual de cacau segue para sanção presidencial

Nova lei do Percentual de cacau segue para sanção presidencial

16 de abril de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Medida visa fortalecer a produção nacional e garantir qualidade superior nos chocolates vendidos em todo o país.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

Percentual de cacau: Senado aprova novas regras para chocolates. Veja o que muda na composição e nos rótulos.

O Senado Federal aprovou nesta quarta (15) o projeto que estabelece o novo Percentual de cacau obrigatório para produtos comercializados em território nacional. A medida, votada em regime de urgência, busca padronizar a fabricação de chocolates e derivados, garantindo que o consumidor saiba exatamente o que está adquirindo. O texto agora segue para a sanção da Presidência da República.

A proposta traz mudanças significativas na rotulagem, eliminando termos tradicionais como “amargo” e “meio amargo” para evitar confusões de interpretação. A partir da nova regra, o chocolate tradicional deve apresentar, no mínimo, 35% de sólidos totais de cacau. Já a versão ao leite precisará de pelo menos 25%, além da exigência de componentes lácteos na mistura.

Para o chocolate branco, a exigência será de ao menos 20% de manteiga de cacau em sua composição básica. Outros produtos, como os populares achocolatados e coberturas saborizadas, deverão conter o mínimo de 15% de sólidos ou manteiga do fruto. A norma também limita o uso de gorduras vegetais alternativas a um teto máximo de 5% do peso total.

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O projeto determina que todas as embalagens e peças publicitárias informem, de maneira clara e visível, o índice total do fruto presente no item. Essa transparência se aplica tanto aos produtos fabricados no país quanto aos importados. O objetivo central é valorizar a matéria-prima e oferecer um alimento mais saudável e nutritivo para a população brasileira.

Relatores da medida destacam que a nova legislação pode transformar a cadeia produtiva, reduzindo a necessidade de importações de mercados com baixo controle fitossanitário. Ao exigir maior qualidade, o projeto estimula a economia rural e beneficia diretamente milhares de famílias que dependem do cultivo da amêndoa. O setor produtivo aguarda a implementação das diretrizes.

A expectativa é que a norma ajude a recuperar áreas de lavoura em polos importantes do país, elevando o prestígio do produto nacional no exterior. Atualmente, o Brasil figura entre os maiores produtores globais, mas enfrenta desafios com a concorrência de insumos estrangeiros. A nova lei cria um ambiente de competitividade justa e foca na excelência do produto final.

Se o texto for sancionado sem vetos, as indústrias terão um prazo de 360 dias para adaptar suas linhas de produção e artes gráficas. O descumprimento das normas sujeitará as empresas a multas pesadas e sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. A fiscalização sanitária terá papel fundamental para assegurar que os novos índices sejam rigorosamente cumpridos.

O consumo médio de chocolate no Brasil é de quase quatro quilos por habitante ao ano, o que torna a regulamentação essencial para a saúde pública. Com regras mais rígidas, o mercado nacional se alinha a padrões internacionais de qualidade. Os consumidores poderão, em breve, escolher seus produtos baseados em dados técnicos reais expostos no rótulo frontal.