
Superintendente da Polícia Penal é convocado a depor após prisão de servidor cedido ao MPRS
17 de setembro de 2026Polícia Penal: superintendente prestará depoimento como testemunha em investigação contra agente
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Rafa Marin/Polícia Penal
O superintendente da Polícia Penal, Sergio Ilha Dalcol, foi convocado para prestar depoimento na condição de testemunha no âmbito do processo que investiga o agente Cassiano Uflacker Lutz de Castro. O policial penal, que atuava cedido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), foi preso preventivamente sob a suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A oitiva foi agendada para apurar a proximidade entre o chefe da instituição e o investigado.
As investigações do MPRS e o suposto esquema financeiro
Lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o agente detido ocupava o cargo de assessor de segurança da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do órgão.

A apuração do Ministério Público aponta para os seguintes fatos:
- A suspeita de delito: O servidor da Polícia Penal é investigado sob a acusação de ter furtado ouro do próprio avô e ocultado os valores obtidos na aquisição de bens.
- Volume de movimentação: Estimativas preliminares da investigação apontam uma movimentação financeira suspeita que pode alcançar a marca de R$ 18 milhões.
- Convocação de testemunhas: Além do superintendente, que teria se hospedado em um imóvel pertencente ao suspeito, um prestador de serviços da família do agente também foi intimado para depor.
O que alega a defesa do investigado
A defesa do servidor, conduzida pelo advogado Brunno Ruschel de Lia Pires, nega qualquer irregularidade e contesta as estimativas financeiras apresentadas pelo Ministério Público. Segundo o advogado, as aquisições foram realizadas com recursos próprios e decorrem de disputas por patrimônio dentro do núcleo familiar.
O representante jurídico enfatiza que o caso não envolve dinheiro público nem desvios de conduta na função exercida na segurança do MPRS. Um pedido de habeas corpus já foi impetrado para reverter a prisão preventiva.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Por que o superintendente da Polícia Penal foi convocado a depor?
Ele foi convocado na condição de testemunha para prestar esclarecimentos sobre a suposta relação de amizade e proximidade com o agente investigado.
Qual o motivo da prisão do policial penal cedido ao MPRS?
O agente foi preso preventivamente sob suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens supostamente obtidos a partir do furto de ouro familiar.
O que diz a defesa do agente sobre o valor de R$ 18 milhões?
A defesa contesta o montante, afirma que o cliente adquiriu bens com recursos próprios e justifica a acusação como fruto de disputas familiares por patrimônio.



