
Virginia Fonseca é investigada pela PF por PIX suspeitos de R$ 21 milhões
4 de junho de 2026Movimentações financeiras da empresa de Virginia Fonseca e Zé Felipe acenderam o alerta do COAF
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Gabriela Biló/Folhapress
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O mundo das celebridades e das mídias digitais foi abalado por uma notícia bombástica que envolve um dos nomes mais poderosos da internet brasileira. A influenciadora e empresária Virginia Fonseca está sendo investigada formalmente pela Polícia Federal após a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas pelas autoridades. O caso veio à tona após relatórios emitidos por instituições bancárias e enviados diretamente ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), apontando um fluxo intenso de capital nas contas da empresa que ela geria ao lado do ex-marido, o cantor Zé Felipe.
De acordo com as investigações preliminares publicadas em primeira mão pela revista “Piauí”, o foco do inquérito está concentrado na empresa Talismã Digital. Os relatórios do Banco Santander revelaram que, em um curto período, a companhia de mídia recebeu um montante expressivo de R$ 22,4 milhões. O que realmente chamou a atenção dos analistas e colocou os investigadores em alerta máximo foi o formato fragmentado com que o dinheiro foi movimentado: foram identificados R$ 21,4 milhões divididos em 44 transações via PIX, além de R$ 1 milhão distribuído em 18 transferências eletrônicas do tipo TED em benefício de Virginia Fonseca e seu antigo parceiro.
Empresa em situação irregular acendeu o alerta do COAF
A inteligência financeira da Polícia Federal intensificou as buscas ao rastrear a origem do principal montante depositado nas contas vinculadas a Virginia Fonseca. A maior parte dos recursos, somando R$ 17,7 milhões divididos em cinco PIX, foi enviada por uma empresa de marketing chamada AMP Pay Marketing e Negócios. O grande problema fiscal reside no fato de que essa firma parceira opera em um modesto box na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, e está registrada oficialmente sob o regime do Simples Nacional.
Para empresas enquadradas nessa categoria tributária, o limite de faturamento anual permitido por lei é de até R$ 4,8 milhões. O fato de uma microempresa repassar valores triplamente superiores ao seu teto anual para a agência de Virginia Fonseca levantou suspeitas imediatas de inconsistência fiscal e ocultação de receitas, gerando a necessidade de uma apuração profunda por parte dos agentes federais. Mesmo com o divórcio do casal assinado de forma rápida apenas um mês após o anúncio da separação, os dois continuam interligados societariamente nesta apuração.

Defesa se manifesta e relembra o tamanho do império da influenciadora
Diante da repercussão do caso, a assessoria jurídica que representa os interesses de Virginia Fonseca agiu rápido para tentar acalmar os investidores e o público. Em nota oficial enviada à imprensa, os advogados de defesa garantiram que todos os repasses financeiros realizados pela empresa catarinense são decorrentes de campanhas publicitárias legítimas e devidamente contratadas. A equipe jurídica assegurou ainda que toda a contabilidade está rigorosamente em dia, com a emissão das respectivas notas fiscais e a devida declaração de impostos junto aos órgãos competentes.
Independentemente do desfecho das investigações, é inegável que a jovem construiu um verdadeiro império comercial nos últimos anos. Atualmente, existem pelo menos 38 empresas ativas registradas no nome de Virginia Fonseca, fundadas entre os anos de 2021 e 2026. A maior guinada financeira aconteceu quando ela se tornou a face e sócia principal da marca de cosméticos We Pink, ao lado de investidores nacionais e internacionais. A marca de beleza declarou um faturamento histórico superior a R$ 1 bilhão, consolidando a força comercial da influenciadora no mercado nacional.



